"Although it is not true that all conservatives are stupid people, it is true that the most stupid people are conservative." John Stuart Mill
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Jan 12
publicado por Tó Zé, às 09:21link do post | comentar

Depois de ontem ter falado um pouco sobre as opções que os líderes estão a tomar na condução da nossa economia, fui confrontado no telejornal de que Portugal tinha sido reduzido ao nível de lixo pela única agência que restava.

Infelizmente, esta decisão não me surpreende, uma vez que se eu fosse um investidor, também nunca iria investir em Portugal, estaria automaticamente a perder dinheiro.

Na verdade, acho surpreendente que isto não tenha acontecido mais cedo, como aconteceu nas outras agências, que já constataram a verdade à bastante mais tempo. O nosso país é lixo financeiro, mas, a grande questão é porquê.

A essa questão, confesso, eu só consigo imaginar respostas, não sabendo se estarão verdadeiramente corretas. Na verdade, penso que tudo isto se deve à má gestão dos fundos comunitários, realizada pelos governos PSD que estavam no poder na altura (1985-95), curiosamente governos liderados pelo nosso atual presidente da república, o professor Aníbal Cavaco Silva. A mesma pessoa que diz ter previsto esta situação e até avisou os governos. Será que é ele que não se lembra do que fez, ou a má demagogia funciona realmente em Portugal? Outra questão que não sei resolver.

Mas, voltando ao que interessa, devido à má gestão de fundos comunitários (atenção que aqui, ao contrário dos partidos de esquerda de Portugal, não aponto o dedo à UE mas sim aos portugueses), devido à má gestão dos fundos, Portugal não conseguiu desenvolver verdadeiramente o turismo, área que era suposto desenvolver, limitando-se a executar uma série de manobras para que as pessoas, maioritariamente estrangeiros, viessem passar duas semanas de férias em Portugal. Portugal poderia ter explorado ao máximo pontos turísticos como o Gerês, sendo que o povo do mundo que mais gosta de florestas é o alemão, poderia ter explorado o Douro, algo que começou a fazer à muito pouco tempo, poderia ter explorado a região de Sintra, que no século XIX trazia tantos viajantes do Grã-Bretanha ao nosso país.

Mas não, turismo em Portugal significa praia (Algarve) e cidade (Lisboa), noutros sítios do país é raro encontrar estrangeiros, salvo raras exceções.

Portugal poderia também ter investido em áreas como a pesca, porque a maior ZEE da Europa está praticamente vazia, mas não, preferimos deixar cair uma indústria como era a dos enlatados, em Olhão, no Algarve, para termos um turismo em cidades algarvias, que em nada beneficiaram os olhanenses.

No Alentejo poderíamos ter investido na agricultura, mas preferimos desertificar aquela região, para haver trabalhadores no pseudoturismo do litoral português.

Assim, concluo este texto a dizer que Portugal está assim, não devido aos outros, mas devido a si mesmo, não investimos porque não quisemos e agora, quando começamos a sentir que precisamos, já não conseguimos fazer. É pena, este país nunca seria uma grande potência, mas seria um país desenvolvido, com capacidade de subsistir em tempos como estes.


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