"Although it is not true that all conservatives are stupid people, it is true that the most stupid people are conservative." John Stuart Mill
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Abr 12
publicado por Tó Zé, às 19:13link do post | comentar

Decidi escrever este texto para dar as minhas felicitações a este governo. Finalmente alguém tem coragem, ainda que devido às circunstâncias, de aumentar o controlo do fisco sob os contribuintes.

Na verdade, eu, como apoiante do Estado Social, ou Estado Providência, acho que o executivo está a tomar boas medidas. Na realidade, o executivo aumenta a eficiência do sistema tributário não só por aumentar a vigilância e a fiscalização, mas também por conceder pequenas vantagens por se pagar impostos.

Pessoalmente, eu acho que deveria ainda haver outro tipo de medidas, medidas de condenação. Não estou a falar de multas ou de prisões, mas sim da perda total de direitos estatais e cívicos a quem puder pagar impostos e não o fizer por ganância. Na minha não tão modesta opinião, quem não paga impostos (por ganância, ou simples fuga) deve ser completamente excluído do sistema do Estado Português, o que significaria que não poderia inscrever os seus filhos na escola pública, não poderia ir a um hospital público sem pagar como se estivesse a usufruir dum hospital privado, não teria direito a reformas da Caixa Geral de Aposentações ou serviços semelhantes sob o controlo estatal, não teria direito sequer a chamar a polícia se a sua casa fosse assaltada.

Neste momento o leitor deve estar a pensar se eu não sou contra o próprio Estado Social. Na verdade, eu sou contra o opurtunismo de uma parte da população. Eu acredito que o Estado deve cumprir as suas obrigações para quem cumpre as obrigações com o Estado, desse modo, os contribuintes não teriam de pagar por injustiças. O Estado Providência só o deve ser quando os cidadãos o respeitam e o tentam manter, e não quando os cidadãos se aproveitam dele para enriquecer.

Relativamente a áreas como a agricultura (não quero generalizar), não sei se alguém que está a ler já viveu ou vive no Alentejo, mas todos os agricultores reclamam quando há mau tempo, mas nenhum pensa em pagar impostos quando está bom tempo, obviamente, num caso desses o Estado não deve pagar quaisquer subsídios, deve apenas dar condolências aos agricultores pelas opções que tomaram.

Este exemplo que eu dei dos agricultores, por ser um exemplo que conheço melhor, aplica-se a qualquer classe profissional, o Estado tem de prestar serviços a quem o quer, não a quem o desdenha, que geralmente acaba por se apoiar nele.


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