"Although it is not true that all conservatives are stupid people, it is true that the most stupid people are conservative." John Stuart Mill
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Jan 12
publicado por Tó Zé, às 19:30link do post | comentar

Após ter lido a notícia do website da Rádio Renascença esta tarde sobre os transportes na cidade de Lisboa, fiquei abismado.

Com aquilo que nós, utentes, pagamos, temos direito a uma porcaria de serviço só porque o Estado tem de cortar custos, deixando que os portugueses que vão trabalhar o façam em condições de escravos mal pagos!

Numa altura em que todos falam dos chineses que vieram cá dominar isto, parece-me que o verdadeiro inimigo da pátria, com direito a assento no banco dos réus do tribunal, é verdade seja dita, o próprio Estado, com todos os seus ministros.

Agora consigo perceber porque é que queriam aumentar o horário de trabalho em mais meia hora diária, era suposto que os trabalhadores aproveitassem e lá dormissem.

Numa altura em que tanto se fala de poupar energia, gastar menos combustíveis fósseis e outras patetices, o nosso Estado consegue reduzir os transportes públicos e ainda aumentar os respetivos preços. Cada vez mais concordo com aqueles que levam o carro para o trabalho, apesar de não o fazer, uma vez que vou de autocarro até ao Campo Grande e depois apanho o metro, como muita gente. Mas agora, pagamos mais por um serviço pior. O povo está literalmente a ser explorado, mas, como ouvimos à anos que nos habituámos mal às coisas, não nos importamos e até achamos justo.

Só espero que durante este ano o nosso país chege a uma situação de estado de sitio, onde os mercedes e BMWs dos ministros sejam assaltados pelas pessoas furiosas, e aqui, também estou a pensar na coragem dos portugueses para fazer isto. Eu confesso que considerei aqueles movimentos de acampar na baixa das cidades uma parvoíce pegada, mas, confesso também que apesar de em situação nenhuma serei violento, nunca irei mexer um dedo que seja para defender alguém que vá num carro do estado de ser justamente morto pela população. Eu sempre defendi e vou continuar a defender a paz, mas a partir de agora não contem comigo para a apregoar. Compreendo quem usar a violência, só acho uma pena que o governo dê motivos às pessoas para o fazer.

Voltando ao tema dos transportes, é realmente degradante que um país que tem vindo a tentar desenvolver alguma consciência ambiental, se dê motivos às pessoas para voltarem a usar os automóveis. Estamos a voltar a um período em que os ricos vão nos seus grandes carrões para as empresas e os pobres vão a pagar balúrdios nos autocarros, quando há.

Um país que tentou que as pessoas até usassem os transportes públicos, está a afastar essas mesmas pessoas.

Na minha qualidade de utente, só espero que passe a ser mais barato ir de carro, assim, espero que todos os lisboetas impeçam os membros da alta finança de conseguirem trabalhar, e que, quando cá vierem comissões da Troika ver se está tudo bem, nem a escolta policial os consiga pôr a passar pelo trânsito da capital. Apesar de não ser a favor do protesto pela violência, sou a favor do protesto pela barafunda, que pode provocar estragos económicos muito maiores.


publicado por Tó Zé, às 11:26link do post | comentar

É com uma intensa satisfação que este governo leva em consideração os interesses do Bloco de Esquerda (BE), uma vez que é este o único partido com representação na assembleia que tem maoistas nas suas hostes. Pelo menos assim pensava eu.

Mas, porque é que hoje eu resolvi dizer que o governo é maoista? Foi porque o governo está a fechar os centros de novas oportunidades, e para quem não sabe, Mao Tsé Tung defendia que a revolução se fazia pela educação, mas, quem já era mais velho era um caso perdido, como tal, só se educava os jovens.

Aliás, um observador atento verificará que o Estado tem uma estreita relação de negócios com os maoistas, uma vez que lhes vende a EDP, a atual Chinese MegaStore do Marquês de Pombal em Lisboa. E quer abrir a possibilidade de investimento dos chineses no BCP, digam lá se não é amizade.

De facto, acho que o facto de se negociar com os chineses, não faz do governo maoista. Mas, o facto de se comportarem como maoistas já os transforma, pelo menos, em simpatizantes desta ideologia.

Ainda assim, pergunta o leitor, para além do que está referido no segundo parágrafo do texto, que mais foi feito pelo governo para se confundir com o maoismo? O governo, à semelhança do regime de Mao, comporta-se como um regime absolutista. Como?, pergunta o leitor.

Fazendo o que faz, como tem maioria absoluta, dita aos portugueses aquilo que devem fazer para ultrapassar a crise, sublinhando sempre a coragem do povo português.

O que fazia o Mao? Dizia aos chineses para trabalharem porque as decisões dele estavam sempre corretas, sublinhando sempre que tinham de o fazer porque senão voltavam a viver mal sob o jugo do imperador. Não vos lembra ninguém? A mim, lembra-me o ministro Victor Gaspar a dizer que são necessários mais sacrifícios, que têm de ser postos em prática pelo povo português, senão, voltamos para o regime dos grandes gastos de José Sócrates.

Na minha opinião sincera, a coligação no governo está mal feita. Deviam substituir o CDS-PP pelo BE, funcionava melhor em termos de ideais. Porque um partido de direita a aumentar impostos, quando os devia diminuir para as pessoas gastarem esse dinheiro no setor privado. Está mal.


publicado por Tó Zé, às 09:21link do post | comentar

Depois de ontem ter falado um pouco sobre as opções que os líderes estão a tomar na condução da nossa economia, fui confrontado no telejornal de que Portugal tinha sido reduzido ao nível de lixo pela única agência que restava.

Infelizmente, esta decisão não me surpreende, uma vez que se eu fosse um investidor, também nunca iria investir em Portugal, estaria automaticamente a perder dinheiro.

Na verdade, acho surpreendente que isto não tenha acontecido mais cedo, como aconteceu nas outras agências, que já constataram a verdade à bastante mais tempo. O nosso país é lixo financeiro, mas, a grande questão é porquê.

A essa questão, confesso, eu só consigo imaginar respostas, não sabendo se estarão verdadeiramente corretas. Na verdade, penso que tudo isto se deve à má gestão dos fundos comunitários, realizada pelos governos PSD que estavam no poder na altura (1985-95), curiosamente governos liderados pelo nosso atual presidente da república, o professor Aníbal Cavaco Silva. A mesma pessoa que diz ter previsto esta situação e até avisou os governos. Será que é ele que não se lembra do que fez, ou a má demagogia funciona realmente em Portugal? Outra questão que não sei resolver.

Mas, voltando ao que interessa, devido à má gestão de fundos comunitários (atenção que aqui, ao contrário dos partidos de esquerda de Portugal, não aponto o dedo à UE mas sim aos portugueses), devido à má gestão dos fundos, Portugal não conseguiu desenvolver verdadeiramente o turismo, área que era suposto desenvolver, limitando-se a executar uma série de manobras para que as pessoas, maioritariamente estrangeiros, viessem passar duas semanas de férias em Portugal. Portugal poderia ter explorado ao máximo pontos turísticos como o Gerês, sendo que o povo do mundo que mais gosta de florestas é o alemão, poderia ter explorado o Douro, algo que começou a fazer à muito pouco tempo, poderia ter explorado a região de Sintra, que no século XIX trazia tantos viajantes do Grã-Bretanha ao nosso país.

Mas não, turismo em Portugal significa praia (Algarve) e cidade (Lisboa), noutros sítios do país é raro encontrar estrangeiros, salvo raras exceções.

Portugal poderia também ter investido em áreas como a pesca, porque a maior ZEE da Europa está praticamente vazia, mas não, preferimos deixar cair uma indústria como era a dos enlatados, em Olhão, no Algarve, para termos um turismo em cidades algarvias, que em nada beneficiaram os olhanenses.

No Alentejo poderíamos ter investido na agricultura, mas preferimos desertificar aquela região, para haver trabalhadores no pseudoturismo do litoral português.

Assim, concluo este texto a dizer que Portugal está assim, não devido aos outros, mas devido a si mesmo, não investimos porque não quisemos e agora, quando começamos a sentir que precisamos, já não conseguimos fazer. É pena, este país nunca seria uma grande potência, mas seria um país desenvolvido, com capacidade de subsistir em tempos como estes.


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